sábado, 16 de abril de 2011

Papiros

Noite cai
e as estrelas mudam
sob um luar
com o brilho invisível
nunca estão no mesmo lugar
e ao olhar pra cima
elas dançam no ar
sem saber
seguem a intuição

Dias passam
e observo a lua
ela continua a girar
e surpreender
com seus encantos imperceptíveis
em movimentos transitórios
de um lado ao outro
muda de forma e cores

Ao caminhar ela se esconde
entre os arbustos de uma fresta de luz
como eu, fugindo das sombra que perseguem
do tempo que leva, minha emoção e desespero
na busca de um refúgio cheio de luz

A paciência me consume como um alento
de passar além do falso mundo enfeitiçado
e agora, querer correr sobre o tempo perdido
Quando há perguntas com medo de errar
o silencio guarda todo o possível

Verdades se revelam
Nas fases de desenvolvimento
Mentiras se escondem
sem noção de pertencer e partilhar
No entanto de se unir, se perdem valores
A ficar presa por um destino imperfeito

O que um dia chorei tempestades
se afogou ao mar
foi por não entender
as medidas de um fim incompreendido

Nos momentos disfarçados pelas fantasias
no olhar ingênuo de um  mundo infinito
acreditei ser possível viver pra sempre
Mas um dia a de despertar
que a ilusão não passa de puro sonho
Tenho a sorte de perceber enquanto a tempo
de sorrir e cantar de dançar com as estrelas
sem ouvir seu respirar

Quando olho para o céu
vejo as nuvens se transformarem
as cores se multiplicarem
 e meu pedido se realizar

Nesse mundo inventado
crio histórias sem começo, meio e fim
na razão de fazer sentido
para a alma deixo estar
sentimentos vão e vem
desejos não explorados
pelo medo de se arriscar
fico a desejar...

Por Abrakassabrah!

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