domingo, 17 de abril de 2011

O Refém do silencio

Seres imperfeitos
uma individualidade sem limites
um silencio sem igual
no qual é 100% permitido
sem sair do controle
ou liberar energias presas da liberdade

Ideias válidas 
para nunca serem discordadas
um caso que não se deve discutir
quando o assunto não lhe convém

já gritei
fiz escândalos
chorei o que não tinha que chorar
me escondi
sem entender o por que?
de tanta insegurança 

Cresci no berço da civilização urbana robotizada
onde os exemplos são bases 
comunicação inexistente no vocabulário
uma criação limitada
de palavras e ações cegas

Hoje sei que a solidão anda com agente
no período de 24 horas
restam 23 guardados em um quarto escuro
revelados a alma
 o próprio jeito 
inaceitável pelo mundo e as pessoas
poder aceitar opiniões diferentes
a vida não são deduções intuitivas
dedilhadas

Julgamentos falsos
verdades pelo mundo
o jeito de deixar escapar
deixar como estar

A fantasia se torna refém
um próprio aliado
presa na obscuridade
se sentir fora do mundo

Ser desejada
e insuficiente
Nas tramas do drama 
faço minha história
incoerente e imperceptível

Os disfarces por detrás de cada sorriso
uma dúvida se prolonga
sem nunca saber a verdadeira resposta
por não ter aprendido direito a perguntar
múltiplas vezes tentei entender
uma dificuldade imperceptível

Lembranças permanecem vaga na memória
de um dia ter sido uma consolidação de ser
o inevitável jeito de driblar as situações
sem atrocidades acalmaria
o jeito de ser 
a atitude indomável
o sabor da dor e prazer
o melhor de criar dois mundos distintos
sem direção e tumultos abusivos
programado como marionetes
até uma luz cair sobre nós e 
seguirmos rumo a estrada efêmera da coragem
saber que um dia tudo acaba
que o tempo passa
e se fica a deriva à beira mar
tentando sempre ser melhor.

Por AbraKassabrah!  



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