
Olá, pra começar posso dizer que sou uma rebelde solitária que vive sonhando com o príncipe encantado, que tenta demonstrar nos detalhes ocultos da obscuridade. Aquela que se esconde e ao mesmo tempo é louca por ser o que não pode ser. Tenta ser diferente, mas logo percebe que as semelhanças são tão distintas quanto iguais.
A proposta desse blog começou pelo súbito interesse de liberar as próprias ideias em especial para explorar o grande universo sobre arte, moda e entretenimento. A começar pela escolha do nome, indecisa como sempre, me fez pensar e ouvir muitas sugestões, uma mescla de magia, encanto e personalidade surge Abrakssabra!
Na verdade, a ideia de construir um espaço próprio é meio assustador, porque desde que uma pessoa em especial percebeu algum potencial em mim, não paro de pensar, me faz crescer a cada dia, esse interesse de ler em voz alta, procurar no dicionário, grifar o que parece importante, ler sem parar, mas ser o insuficiente, ser vencido pelo cansaço, ter o desejo de poder congelar o tempo para absorver metade das leituras perdidas, analisar e desenvolver junto com o autor (a), interpretar uma letra de musica com outras perspectivas e, ou, a própria, identificar-me e ao mesmo tempo não saber, qual é o meu destino? Será que é mesmo escrever por instinto, desenhar por prazer, modelar moldes de roupas por desejo, cantar e dançar escondido por felicidade, vender sorvete por sobrevivência, mas uma coisa eu sei, sempre ficar no anonimato, às vezes acho que não tenho solução é um processo dependente o medo que persiste e bloqueia sem saber como dominar, se prender no isolamento encantado. A timidez que evoca e equivoca atrapalha os momentos como a chuva no pára-brisa vem junto com a tempestade e ninguém consegue compreender e vice e versa um boomerang de sensações distintas, o caminho está perdido e incerto na maioria das vezes, não saber em qual direção seguir, por sempre ter tido autonomia pelas próprias escolhas por aprender acreditar que ainda estou aprendendo nessa grande bola de cristal anuviada, por quanto tempo ainda é preciso esperar, por quantas tentativas é preciso saborear. Posso fazer e arriscar, posso fazer e não dá em nada, posso me esconder, mas não posso fugir, posso viver nos silêncios da solidão, posso fazer e ter os quinze minutos de fama pode fazer um diário cheio de segredos, só não pode entender o que é certo dentro desse mundo que não sabe o que se quer, repleto de injustiças e falsidades onde vive no império do efêmero nas buscas infindáveis nessa sociedade contemporânea sem esperança, caminhada para o caminho possível de viver o desejo de viver sonhando.
No conceito de expor sentimentos e emoções de estar conectada ao mundo, de colocar um pouco de magia nesse delírio de desejos que transforma e transmuta.
Muitas vezes penso em desistir, muitas vezes lastimas aparecem, muitas vezes lágrimas perdidas que hoje desistiram de chorar para não perder mais tempo, nervos à flor da pele, impaciência, dificuldade para respirar, constrangimento, medo de se expressar. Enfim, querer poder e poder querer abrir as asas e aprender a voar. Um coração inocente e ligeiramente apertado pelas fugacidades do amor que nunca existiu por não saber como começar. Em toda uma vida de caprichos e mimos na medida do possível me acostumei ficar sozinha desde pequena sendo observada escondida pela própria ação e reação. A partir de certa idade, aquela fase adolescente é onde os pensamentos se abrangem e multiplicam, e os desejos afloraram e as responsabilidades chegam.
Partilhar não é uma coisa que está no próprio vocabulário, o medo de deixar alguém se aproximar parece tão assustador, ainda mais as contraditórias, e não se aproximar te deixa num vazio alimentado pelas esperanças, sonhos, desejos e força de interesse, esse medo que tanto se repudia, prejudicam e aceleram faz apenas manter um elo entre si mesmo, e, mesmo sabendo que tudo acaba um dia, nunca deixo de sonhar mesmo não sendo suficiente é o que dá forças para continuar.
Bssabrah para todos e até a próxima!
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