quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

“Sem volta”


Pela timidez caminhei
Na busca de um refúgio
Encontrar uma forma de ser
Relutada em viver
Sem saída de regressar

Nos pensamentos se vão os sonhos
Nos medos persistem em desistir
Caminhar nessa longa estrada
Cansada de enxergar uma consolidação irreal

Cansada de esperar
Com objetivos limitados
Caminhar pelo nada
Por tanto pra viver
Em tão pouco tempo
chegar até onde o corpo pode aguentar

Na busca da sabedoria
Insuficiência de poder
Nesses dias que passam como 'furacão'
No espaço entre as entrelinhas
Atormenta meu coração
Que explodi em silencio
Não se parece nada
Esse puro sentimento
Se disfarça

Nas horas que se passam
Vêm as mudanças
Que um dia foi inacreditável
Pensar nos propósitos da realidade

Nos silêncios, o direito de ser
Na comunicação a liberdade
Com ela a rejeição
Se sentir inferior aos demais
Não se parece nada diante do próprio reflexo

Nas próprias atitudes
Aceitáveis e insuficientes para si
Uma constante mutação de momentos
Voltas a persistir por um mesmo ponto
Sendo sobreviver, ser independente, aceitar

Movimentos que a terra gira em torno do sol
Trás o desejo de renascer a cada dia
Uma nova estrela a brilhar
Uma nova oportunidade
Uma nova esperança
De perceber, persistir, acreditar

Parece fácil falar
Parece fácil ouvir
Parece fácil escutar
Parece fácil caminhar
Mas nada parece como queremos
É preciso lutar para conseguir
E mesmo assim ainda lastimar a sorte

 Essas palavras caminham junto com o tempo
E hoje demonstra a pessoa que se transforma
O ontem e o hoje se rebelam
Sem sentido presente, sem identificação
Por mudanças mundanas

Palavras soltas dentro de um pensamento lunático
Cheio de ideias a serem exploradas
Sem ninguém para compreender
Nesse mundo tão grande
Sem atenção desejada
Só resta continuar viver, e fazer o possível para compartir as essencialidades da natureza humana
Na própria companhia.

Por Abrakassabrah!






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